O papel do professor no processo de aprendizagem
«Se
corretamente organizada, a educação permitirá à criança desenvolver-se
intelectualmente, e criará toda uma série de processos de desenvolvimento que
seriam impossíveis sem a educação. A educação revela-se, portanto, um aspeto
internamente necessário e universal do processo de desenvolvimento das crianças,
das caraterísticas históricas do homem, e não das suas caraterísticas naturais.»
(Fontes, 2004; p.17)
Neste pequeno texto
iremos abordar o papel que a escola e o professor devem ter no desenvolvimento
das aprendizagens da criança, segundo a prespetiva de Vygotsky.
Segundo Vygotsky a
criança desenvolve-se biologicamente, mas também através da interacção com o meio,
fator este que proporciona à criança desenvolver a aprendizagem.
Partindo desta ideia o
autor considera a aprendizagem, resultado de um processo essencialmente social.
Assim sendo, a relação com os outros e, nomeadamente a educação passou a ser
fundamental para o desenvolvimento deste processo.
Para
percebermos melhor o papel do professor no processo ensino-aprendizagem será
melhor referir que Vygotsky considerou que existiam três níveis de
desenvolvimento na infância: o nível de desenvolvimento real, o de
desenvolvimento potencial e a zona de desenvolvimento proximal.
No
nível de desenvolvimento real estão todas as atividades que a criança já
consegue executar sozinha, sem precisar da ajuda de outrem; O nível de
desenvolvimento potencial corresponde ao que a criança só consegue fazer com a
ajuda de outro; E a zona de desenvolvimento proximal diz respeito ao que se
encontra entre estes dois, ou seja entre o nível de desenvolvimento real e o
nível de desenvolvimento potencial.
O
papel da escola centra-se sobretudo na zona de desenvolvimento proximal. O
professor vai servir assim como um “andaime”, facilitando através de
estratégias o processo de aquisição de conhecimento.
Assim
sendo podemos concluir que o professor é um mediador do processo de
aprendizagem, em que o seu papel é perceber quais as capacidades da criança
potencializando-as e desenvolvendo-as, criando novos desafios de forma a
desenvolver o processo de aprendizagem.
Ø
Conclusão:
Do ponto de vista educacional, é desejável que as praticas de educação de
infância proporcionem experiências educativas específicas, baseadas nas caraterísticas
de desenvolvimento da criança. Desde modo, as intervenções educacionais devem
criar condições para a construção de novas estruturas cognitivas que permitam à
criança consolidar os conhecimentos já adquiridos e avançar mais facilmente
para novos conhecimentos.
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